Gabriel Silva

Giorgio La Pira

In Personagens on 02/01/2006 at 12:32


Nasce em Pozzalo, província de Raguzza, Sicília a 9 de Janeiro de 1905.
Primeiro filho de uma família humilde, apenas com grande sacrifício consegue licenciar-se em Direito. De 1929 a 1939 tem uma intensa actividade académica. Envolve-se na Acção Católica e na imprensa de inspiração cristã. No início de II Grande Guerra funda uma revista, na qual, em pleno período fascista, ousa defender a democracia como valor cristão, o que levou à sua proibição pelo regime de Mussolini.

Fugido da polícia política durante algum tempo, com a libertação de Florença, assume novamente a sua carreira universitária. É eleito Deputado na assembleia Constituinte de 1946 e torna-se Sub-Secretário no Ministério do Trabalho (1948), onde defende um ambicioso plano social em favor dos mais desfavorecidos.
Em 1951 é eleito presidente da Câmara de Florença onde tem oportunidade de levar a cabo diversos projectos de cariz social, bem como se torna responsável pela reconstrução de grande parte da cidade histórica.
Em 1952 organiza a primeira Convenção Internacional para a paz e civilização cristã. Em 1955, autarcas de todas as capitais do mundo realizam um pacto de amizade sob a sua presidência.
Em 1958 organiza um colóquio sobre o Mediterrâneo, com a presença de árabes e israelitas.
Em 1959 é convidado a ir a Moscovo falar diante do Soviete Supremo para defender a paz e o desarmamento. No Plenário do comité Central do PCUS defende que a URSS deverá finalmente enterrar o cadáver de Estaline, por forma a libertar-se do cadáver do ateísmo que é uma ideologia que pertence ao passado e está irremediavelmente ultrapassada.
Em 1965 encontra-se em Hanoi com Ho Chi-Min, líder da luta contra a presença norte-americana no Vietname, apresentando uma série de propostas de paz.
É ainda o fundador da Universidade Europeia, em Florença. Cria a Federação Mundial das Cidades Unidas, da qual se torna durante anos seu presidente. Nessa qualidade organiza diversos colóquios e eventos preparatórios da conferência de Helsínquia sobre direitos humanos e desarmamento na Europa).
Escreve inúmeras cartas e textos dirigidos a empresários, políticos, governantes de todas partes do mundo, monjas de clausura, a jovens e a crianças. Foi membro activo das Fraternidades Leigas de São Domingos da Ordem dos Pregadores.
Falece em 5 de novembro de 1977.

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  1. Agradeço a informação a que ,agora, tive acesso.
    Gostaria que me enviassem alguma bibliografia de Giorgio La Pira, pois ao que estou informado , trata-se de um verdadeiro político- exerceu a mais difícil e nobre Arte que o
    Homem tem.Fê-lo em plenitude.Importa conhecer em profundidade para a difundir,já que os seus Princípios axiológicos são e serão intrínsecos à nossa condição de Homem.

  2. Caro Aníbal,

    infelizmente não lhe posso enviar bibliografia porque, pois que apesar de a ter procurado não encontrei qualquer referência em língua portuguesa.
    Em inglês também nada conheço.
    Em francês existe:
    Giorgio La Pira : Espérer contre toute espérance
    http://www.amazon.fr/Giorgio-Pira-Esp%C3%A9rer-contre-esp%C3%A9rance/dp/2220032965/ref=sr_1_7?ie=UTF8&s=books&qid=1268056441&sr=1-7

    em italiano, julgo que poderá encontrar aqui várias referências
    http://www.lapira.org/index2.php?id_area_notizia=1

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