Gabriel Silva

19 de Março, dia do Pai

In Espiritualidade on 19/03/2009 at 09:32

PAI:

– Não me dês tudo o que te pedir.
Muitas vezes só peço, para ver quanto posso receber. Se mo deres, eu terei mais, mas não serei melhor.
– Não me dês sempre ordens. Se, em vez de me mandares, me pedires as coisas por favor, eu farei mais rapidamente e com mais vontade.
– Não mudes de opinião tão frequentemente sobre o que devo fazer. Decide-te e mantêm essa decisão. No meio das minhas muitas vacilações, necessito da tua segurança, da tua firmeza.
– Cumpre as promessas, boas ou más. Se me prometeres uma autorização, dá-ma; mas também se for um castigo. Assim, eu preparar-me-ei melhor para a vida.
– Não me compares com ninguém. Nem com o meu irmão nem com a minha irmã. Se me exaltas acima dos outros, alguém irá sofrer; se me rebaixas diante dos outros, serei eu quem sofro. Nem me compares contigo quando tinha a tua idade. As nossas vidas são muito diferentes.
– Não me corrijas as faltas diante de ninguém. Ensina-me a corrigir-me quando estivermos sós. Agradecer-te-ei infinitamente.
– Deixa-me fazer as coisas por mim mesmo. Mesmo que às vezes me engane. Se fazer tudo por mim, eu nunca poderei aprender.
– Não me grites. Respeito-te menos quando o fazes e ensinas-me a gritar também. Eu não quero fazê-lo.
– Quando fizer alguma coisa mal, não me exijas que te diga porque o fiz. Às vezes nem eu mesmo sei.
– Não digas mentiras diante de mim. Nem me peças que as diga por ti, mesmo que seja para te desenrascar. Sinto-me muito mal, e acho que perco a fé no que dizes.
– Quando estiveres enganado nalguma coisa, admite-o. Assim crescerá a opinião que tenho de ti. E ensinar-me-ás a admitir os meus equívocos.
– Quando te contar um problema, não digas «Não tenho tempo para as tuas parvoíces». Ou «isso não tem importância». Trata de compreender-me e ajudar-me.
– Trata-me com a mesma cordialidade e amabilidade com que tratas os teus amigos. Porque somos família, não quer dizer que não possamos ser amigos também.
– Não me digas que faça uma coisa, se tu mesmo não a fazes. Assim aprenderei eu a fazer sempre o que tu fazes mesmo sem o dizer, mas nunca o que tu dizes e não fazes.

Fr. Bernardo Domingues, o.p.

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