Gabriel Silva

S. Raimundo de Penhaforte, Memória obrigatória na OP, dia 7 de Janeiro

In Personagens on 07/01/2010 at 09:00

Nasceu pelo ano 1175 perto de Barcelona. Foi cónego da Igreja de Barcelona, entrou depois na Ordem dos Pregadores e colaborou com S. Pedro Nolasco na fundação da Ordem de Nossa Senhora das Mercês para a Redenção dos Cativos. Por ordem do Papa Gregório IX, editou a colecção das «Decretais». Eleito Geral da Ordem, governou-a com sabedoria e prudência. Entre os seus escritos, destaca-se a «Summa Casuum» para a administração recta e proveitosa do sacramento da Penitência. Morreu em 1275 com 100 anos de idade.

De uma carta de São Raimundo, presbítero
O Deus do amor e da paz pacifique os vossos corações

Se todos os que querem viver piedosamente em Jesus Cristo, hão-de sofrer perseguições, como afirma com toda a sinceridade aquele apóstolo que é chamado o pregador da verdade, parece-me que desta norma geral não se exceptua senão aquele que recusa ou não sabe viver no tempo presente com prudência, justiça e piedade.
Longe de vós pertencerdes ao número daqueles em cujas casas há sossego e descanso, que vivem sem preocupações e não são visitados pela vara do Senhor, e que, depois de terem passado agradavelmente os seus dias, num momento serão precipitados no inferno.
A vossa pureza e piedade merecem e exigem – já que sois aceites e agradáveis a Deus – serem purificadas por reiteradas provas até à mais total sinceridade. E se por vezes parece que a espada se duplica ou triplica sobre vós, deveis considerá-lo como motivo de alegria plena e sinal de amor.
Por fora, combates; por dentro, temores – eis a espada de dois gumes. Esta espada duplica-se ou triplica-se interiormente quando o Maligno inquieta os corações com enganos e seduções. Mas vós conheceis muito bem estes ataques do inimigo, aliás não teria sido possível conseguir a perfeita paz e tranquilidade interior.
A espada duplica-se ou triplica-se por fora, quando, sem motivo, surge uma perseguição por parte de homens da Igreja sobre assuntos espirituais: as feridas causadas pelos amigos são as mais graves.
Esta é a bem-aventurada e preciosa cruz de Cristo que o valoroso André acolheu cheio de alegria e na qual, segundo as palavras do Apóstolo chamado instrumento escolhido, é a única coisa de que devemos gloriar-nos.
Contemplai o autor e consumador da fé, Jesus Cristo, que, sendo inocente, padeceu por parte dos seus e foi contado entre os malfeitores; e, bebendo o cálice glorioso de Jesus Cristo, dai graças ao Senhor, fonte de todos os bens.
O Deus do amor e da paz pacifique os vossos corações e apresse o vosso caminho, para que, protegidos pelo seu rosto, sejais livres dos ataques dos homens, até vos introduzir e vos estabelecer naquela plenitude onde vivereis eternamente em perfeita paz, em morada segura e lugar tranquilo.

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